
A Sala dos Professores (2023)
Instituições podem ver-se ameaçadas quando um elemento individual age sem considerar o conjunto maior, ainda que o faça com as melhores intenções.

A Zona de Interesse (2023)
Será apenas Höss quem vagueia perdido, à noite, pelos corredores labirínticos da memória? Ou seremos também nós?

Folhas Caídas (2023)
O mundo moderno falhou-nos. O capitalismo falhou-nos. Esperas por mim à porta do cinema?

O Criador (2023)
E a frustração em criticar um filme assim é essa. O Criador só consegue ser, no máximo, metade do que é necessário. Torna-se difícil agarrar o algodão doce quando não há um pauzinho a segurá-lo.

Ferrari (2023)
É um filme sobre o homem, Enzo Ferrari, e é um filme sobre a marca que criou. Mas é também sobre o significado do próprio nome Ferrari.

The Caine Mutiny Court-Martial (2023)
Proponho colocar os serviços de streaming a bom uso: como plano de reforma para realizadores históricos poderem continuar a fazer filmes mais modestos, mas mantendo-os no activo.

Pinball: The Man Who Saved The Game (2022)
Livres do peso da personalidade e acontecimentos que estão a retratar, os irmãos Bragg conseguem esvaziar o seu biopic de pretensiosismo, e em vez disso enchem-no de charme.

A Baleia (2022)
O Moby Dick, de Herman Melville, é uma obra pejada de simbolismo e subtexto. Esperava, talvez, que o filme de Aronofsky merecesse mais o seu título, e não se ficasse por uma espécie de fat joke.

Albert Brooks: Defending My Life (2023)
Se o filme procura resumir a carreira de Brooks a uma única ideia, parece ser esta: lutar contra o medo. Seja o medo de experimentar ideias de humor sem rede, para milhões de pessoas; sejam medos mais pessoais, como ter um destino semelhante ao do seu pai, que morreu - literalmente - em palco.